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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O meu projeto online que também pode ser o teu


Podia desistir dos meus sonhos…
Mas será que isso é um caminho?
Continuar uma vida vazia trabalho – casa, casa – trabalho?
Sem perspetivas de futuro melhor, sem ter tempo para viver as coisas boas da vida?
Sentir um vazio no peito com a sensação de que as coisas podiam ser melhores se mudasse a minha vida?
Cheguei a um ponto da vida em que decidi que tinha que mudar algo, não podia continuar com a cabeça cheia de sonhos por concretizar sem saber como o fazer…

Resolvi ir à procura…

E encontrei um projeto que era mesmo à minha medida. Trabalhar em casa, sem horários, sem patrões, ter um negócio próprio que ao mesmo tempo me ensinava uma nova profissão e onde tinha apoio 24 horas por dia e a ganhar dinheiro com o meu trabalho, dinheiro vindo do meu esforço e não “esmolas” que o patrão paga…
Poder passar mais tempo com a família, poder passear…

Podia trabalhar e ao mesmo tempo estar com o meu filho…

Perfeito!

Também tu gostavas de uma coisa assim, não?
Recebe aqui informações neste link: http://sonhayrealiza.com/ganhsvidmercfrio

Sou Internet Marketer e adoro o meu trabalho.

Comecei a trabalhar no projeto. Comprei os produtos que são necessários para desenvolver o meu novo trabalho, para qualquer negócio, é preciso investimento. Investi com gosto pois este trabalho revelou-se uma atividade envolvente, desafiadora, aliciante…
Estamos em constante movimento a fazer coisas, ora publicamos no blog e espalhamos o conteúdo nas redes sociais, ora fazemos vídeos, ora tiramos fotos, entrevistas, reuniões online, onde assistimos e por vezes também participamos…
Há sempre coisas para fazer mas muitas vezes programamos as coisas para mais tarde e vamos passear, com o trabalho feito…
Pois é, podes trabalhar e ao mesmo tempo estar a passear ou a dormir ou de férias…
Porque podes programar o trabalho para mais tarde.
Podes fazer várias coisas no mesmo dia mas publicá-las na hora ou dia que quiseres…
A isto chamamos de piloto automático. Sem estares sequer perto do teu computador, podes estar a receber comissões e a tua equipa a crescer…

Como?

Além do que te falei antes, poderes programar o trabalho para depois, tens também ferramentas que trabalham automaticamente, sem tu fazeres nada, basta tê-las.
São ferramentas que enviam emails automáticos aos teus contactos e quando dás por isso, estão pessoas da tua lista de contactos a inscreverem-se sem tu teres feito nada (sem fazeres nada é relativo, tem todo um trabalho feito anteriormente para que essa magia aconteça).
Neste nosso trabalho quando investimos para começar, compramos um blog profissional, o Viral Blog System, por 25 dólares que podes adquirir aqui: https://www.empowernetwork.com/join-kalatu.php?id=6346043
Depois adquirimos uma série de ferramentas de trabalho para que possamos desenvolver a nossa atividade e também adquirimos cursos que nos ensinam como trabalhar, ensinam literalmente tudo. E outra coisa extraordinário é que aprendemos ao nosso ritmo. Assistimos aos vídeos (aulas) quando queremos. Não temos que ir às aulas nem frequentar nenhuma instituição, fazemos tudo no conforto do sítio onde estivermos, desde que tenhamos internet.
Gosto muito deste trabalho, é desafiador. Quando estou parada, sinto um vazio, uma necessidade de continuar, de fazer qualquer coisa, ou escrever, ou ver emails, ou ver a lista de contactos, sei lá, estou sempre a mexer, a ver vídeos, ouvir áudios, ler livros, escrever, há sempre coisas para fazer e quando não faço, parece que me falta alguma coisa.
A isto chamo gosto pelo trabalho, coisa que nunca tinha tido.
Gosto do que faço, tenho tempo para me dedicar a outras coisas como estar com o meu filho, poder dormir até mais tarde, ir passear e desfrutar da vida como nunca tinha acontecido.
O trabalho convencional não o permite.
Se quiseres saber mais informações, clica neste link: http://sonhayrealiza.com/ganhsvidmercfrio

Se por outro lado quiseres acompanhar-nos nesta fabulosa jornada e te quiseres inscrever já, clica neste link: https://www.empowernetwork.com/join-kalatu.php?id=6346043

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mãe e Internet Marketer online, o melhor de dois mundos

Posso dar-me ao luxo de dizer que além de ser mãe a tempo inteiro, também sou Internet Marketer online, ou seja em casa ou onde eu quiser desde que tenha internet.
Antigamente as mulheres eram educadas para ficar em casa, a cuidar da família, muitas nem à escola iam…
Depois, com a revolução industrial, começaram a ir trabalhar para ajudar a família…
Houve outros tempos em que também elas trabalharam quando os homens iam para a guerra…
Aquando da emancipação feminina, iam trabalhar para se afirmarem, para serem independentes e se sustentarem a elas e à família e desde aí as MULHERES nunca mais pararam!
Sempre prontas para ir à luta, elas trabalham, são mães, são filhas, são esposas e trabalham! Trabalham! Em casa, no trabalho, ajudam os filhos, cuidam dos maridos…
Hoje em dia, mulheres trabalhadoras e independentes, têm pouco tempo para passar com os filhos…
E sofrem com isso.
Querem ter tempo mas não conseguem fazer tudo como gostariam…Andam em constante correria de casa para os colégios ou escolas dos filhos, cedíssimo, para o trabalho e ao fim do dia o mesmo, chegam a casa exaustas, ainda vão tratar da lida da casa, os banhos das crianças, jantares, deitam os miúdos e pronto, o dia chegou ao fim e o dia seguinte é a mesma coisa…
Acabam por não passar tempo nenhum com os maridos e filhos…
Algumas têm a sorte de ter fins-de-semana livres e vá de cuidar da casa…preparar as coisas para a semana que vem.
Aí sim, às vezes têm tempo para estar um pouco com os filhos e maridos ou família…
Muitas mulheres sentem-se frustradas por não terem tempo…
Querem mas não conseguem…
Eu era uma dessas mulheres…
Não tinha tempo…
Para nada!
Dei um basta!
Não tive um filho para o depositar literalmente no colégio ou na escola e ir buscá-lo já quase de noite.
Tive um filho para disfrutar da sua infância e vê-lo crescer, comigo por perto para o apoiar e ajudar no que precisar.
Resolvi abraçar a profissão de Internet Marketer.
Resolve o meu problema e dá-me o melhor de dois mundos.
Trabalho online, onde ganho dinheiro e posso passar o tempo que quiser com o meu filho.
Já posso ir passear com ele, tê-lo junto a mim.
E ao mesmo tempo estou a trabalhar, às vezes até é ele quem me tira fotografias! Hehe!
Estou feliz assim!
Continuo a ser UMA MULHER independente e UMA MÃE PRESENTE!
Tudo o que sempre quis!
O MELHOR DE 2 MUNDOS!
Queres realizar esse sonho?
Queres para ti o melhor de 2 mundos?
Queres ter tempo para ti e para os teus?
Junta-te a mim e a muitas outras mães, pais, mulheres e homens que um dia sonharam juntar estes mundos e estão felizes assim.
Junta-te a nós, pessoas como tu, que te podem ensinar e ajudar a ter o teu próprio negócio  de sucesso.
Para obteres mais informações sobre o que fazemos e como o fazemos, coloca o teu email neste link:  http://sonhayrealiza.com/ganhsvidmercfrio
Caso queiras começar já a mudar a tua vida, juntares-te a nós e à nossa equipa, podes começar adquirindo o blog por 25 dólares aqui: https://www.empowernetwork.com/join-kalatu.php?id=6346043

Esperamos-te deste lado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Todos os dias são dias da mãe!


Não escrevi sobre o dia da Mãe no passado dia 3 de Maio propositadamente.
Por uma razão muito simples!
TODOS os DIAS são DIA da Mãe, da Mulher, da Esposa, da Namorada, da Filha, da Avó, da Trabalhadora, da Dona de Casa e por aí fora.
Todos os dias são nossos, no feminino.
Não quero excluir os homens, claro, mas ser Mulher é uma coisa especial.
Vemos as coisas com outros olhos, preocupamo-nos de outra maneira, zelamos por todos à nossa volta.
As mulheres de uma maneira ou de outra têm que lutar e defender o que querem com uma garra diferente dos homens.
Na maioria das culturas, os homens têm sempre mais facilidades, as mulheres são um pouco deixadas para trás.
Há culturas e religiões, também, em que não deixam as mulheres estudar, por exemplo, não as deixam trabalhar fora de casa, foram criadas para cuidar da casa e ter e criar os filhos, outras ainda hoje têm que andar de burka por causa da religião, outras ainda vão para a guerra como os homens…
Só nas sociedades modernas, ou ditas modernas, é que as mulheres conseguem ser independentes e mesmo assim nem todas o conseguem ser.
Ainda hoje há postos de trabalho em que, por ser mulher, se tem menos regalias, um ordenado inferior…
Ninguém por exemplo emprega uma mulher grávida. Há patrões inclusivamente que nem contratam mulheres precisamente por poderem ficar grávidas e terem que meter licença e cuidar dos filhos… Infelizmente há muitos casos destes por esse mundo fora.

É claro que nos países verdadeiramente civilizados isso não acontece, as mulheres têm regalias e podem cuidar dos filhos, até são apoiadas pelos governos a fazê-lo, mas esses países ainda são poucos, infelizmente.

Ser mãe é a coisa mais maravilhosa e custosa do mundo. Quem é mãe sabe isso. Amamos os nossos filhos mais que a própria vida e tudo fazemos por eles por mais que nos custe. E às vezes custa horrores. Eu, por exemplo, entro em pânico quando o meu bebé de seis aninhos tem que ir a uma excursão e confesso que muitas vezes não o deixo ir. Tenho receio que lhe aconteça alguma coisa e eu não estou por perto. Odeio quando ele tem que ser vacinado e obrigo o pai a ir com ele, no meu inconsciente, estão a fazer mal ao meu menino!
Tenho muitos exemplos destes, claro, como a maioria das mães. Ele quando era pequenino teve muitos problemas de saúde, até operado teve que ser, não sei se fiquei com o trauma, mas sempre que há qualquer coisa, fico preocupada e principalmente frustrada quando não posso fazer nada para o ajudar.
Algo parecido se passa com o meu marido (agora noivo)[veja o artigo, fui pedida em casamento…], se fica doente, ando logo atrás dele a perguntar se precisa de alguma coisa e às vezes levo respostas tortas porque acha que sou chata…hehe! Vá-se lá perceber os homens! Se não lhe ligo, fica escandalizado…
Não me vou alongar mais. Apenas queria deixar este apontamento.
Acho que o dia da Mãe e Mulher devia ser assinalado todos os dias e não uma vez por ano…
Se quer ser uma Mulher, Mãe, Trabalhadora independente, faça como eu fiz, tornei-me Internet Marketer. Trabalho na Internet de forma independente sem patrões e sem horários.
Passo mais tempo e de qualidade com o meu filho.
Sou a primeira mãe a ir busca-lo à escola todos os dias, não fica lá à espera como os outros meninos, não o deixo na escola mais cedo para ir trabalhar, entra na hora a que começam as aulas,  não tenho que arranjar ATL’s nas férias, fica comigo em casa. Isto não há patrão nenhum que o permita nem dinheiro nenhum que pague.
Estou cada vez mais tempo com o meu filho e isso vale ouro.
No meu trabalho posso fazer isso tudo e ainda ganho dinheiro.
É uma profissão em expansão, uma das mais bem pagas do mundo, que nos permite ter tempo e qualidade de vida. Não a troco por nada deste mundo.
Se também quer ter a sua oportunidade, estar mais tempo com os seus filhos ou família, junte-se a nós, à nossa equipa e venha aprender esta nova profissão.
Nós ajudamos e ensinamos a fazer tudo, não precisa perceber nada de internet.
Quer realizar os seus sonhos?
Junte-se a nós e venha crescer interiormente e financeiramente.
Pode entrar em contacto connosco através do Skype: patriciadeportugal ou mauropires_lml_1
Por outro lado se quer já começar a mudar a sua vida, Inscreva-se já  Aqui ou no Botão a baixo

De seguida entre em contacto connosco para te podermos ajudar e orientar neste magnífico percurso.

botão-inscrever1

Para uma explicação deste nosso projeto segue o link http://www.patriciadeportugal.com/f/?p=f1hmpt&id=6346043

sexta-feira, 20 de março de 2015

Trabalho e diversão compatíveis, finalmente!


Vê este vídeo:



Estás a ver? Incrível, não?
Finalmente descobrimos um trabalho que enquanto nos divertimos, estamos a trabalhar ao mesmo tempo!
Como?
Muito simples, Juntámo-nos a duas grandes empresas que são a Empower Network e os Lazy Millionaires e estamos a aprender a ser Internet Marketers.
Uma das coisas que aprendemos, e são muitas, é montar um sistema de tal forma automatizado que basta programares as coisas com antecedência e depois disso vais fazer o que te apetecer…Podes dormir, passear, divertir-te e o sistema está a trabalhar por ti.
É claro que para chegares a isto, tens que ter a “máquina” montada.
Tens que aprender a fazê-lo e montares tudo, depois de aprenderes e conseguires montar o sistema, vais ter a liberdade que sempre sonhaste, simples!
Isto aqui é uma universidade que te ensina a fazer tudo, por isso não penses que não és capaz, que é muito difícil, nada disso!
Qualquer pessoa que tenha vontade de aprender, consegue fazer as coisas e ter sucesso, muito sucesso… Com esse sucesso virá o dinheiro, muito dinheiro!
Agora a questão é:
Estás preparado para estudar e aprender como ter sucesso?
Estás preparado para ter sucesso?
Estás preparado para ganhar muito dinheiro?
É coisa que te atrai?
Achas que tens a motivação certa para lutares pelo que queres?
Se sim, só tens uma coisa a fazer:
Subscreve a newsletter para ficares informado gratuitamente sobre tudo o que fazemos e depois inscreve-te, já sabendo o que isto é…


Se já nos conheces e queres mesmo começar a ganhar dinheiro já, adquire já o Blog e começa hoje mesmo a trabalhar com a nossa ajuda. Aqui:


Terás apoio 24 horas por dia, nunca ficarás sozinho, terás sempre gente a ajudar-te.
Entra em contacto connosco via Skype: patriciadeportugal ou mauropires_lml_1



domingo, 8 de março de 2015

As Novas Mulheres (a Era do Império) Eric Hobsbawm




Introdução

Com este trabalho pretende-se estudar a Mulher de finais do século XIX e princípios do século XX, após a Primeira Revolução Industrial do ponto de vista de Hobsbawm.
            Tentaremos explicar as evoluções e conquistas das mulheres, a nível profissional, político e pessoal. A forma como era vista e tratada no trabalho, a luta pelo direito ao voto e pela sua emancipação, a conquista de liberdade sexual, a mulher no desporto, nas mudanças de vestuário, usando roupas mais ousadas…
Também falaremos na vontade que a mulher tinha em se instruir indo para o ensino secundário e para a universidade, nas mulheres notáveis que surgiram na época, no problema que se colocava entre a mulher/mãe e ao mesmo tempo mulher/política ou mulher/trabalhadora

As Novas Mulheres (Capítulo 8 de A Era do Império)
Eric Hobsbawm



Após a Revolução Industrial, com a ida das mulheres para as fábricas e para o mundo do trabalho em geral, saindo de casa, a mentalidade das mulheres foi mudando aos poucos.
            Comecemos pelas mudanças demográficas. Devido à sua condição de trabalhadoras, tinham menos filhos. Havia um controlo voluntário de nascimentos (como a abstinência sexual, o coito interrompido e provavelmente o aborto).


            Na França pré-revolucionária, por exemplo, para garantir a transmissão de terras, reduzindo as partilhas, os casamentos eram muito tardios e era prática comum enviar os filhos e filhas para conventos, passando lá o resto da vida, servindo Deus.
            Tanto as mulheres como os homens, principalmente na cidade, tinham o desejo de aumentar a sua qualidade de vida e o facto de ter muitos filhos não era compatível, devido às despesas que os filhos traziam. A ida para a escola, os anos de aprendizagem, fazia-os economicamente dependentes e já nesse tempo existiam proibições de trabalho infantil, que só na agricultura eram ignoradas.

            Os pais também tinham uma visão diferente dos filhos. Anteriormente era impensável um filho saber mais que o pai ou vir a ser mais importante que ele, nesta época, já apostavam nas oportunidades de futuro dos filhos, sendo uma família pequena, seria mais fácil monetariamente investir nos filhos.
            Com excepção do trabalho doméstico, os empregos das mulheres não eram considerados como tal, mas sim como ocupações temporárias.
            No mundo rural não era assim. Os homens tinham consciência que nada faziam sem a ajuda da mulher. Elas tinham que tratar das crianças e da casa. Era impossível para um camponês trabalhar sem a participação da companheira, ela nunca poderia ter um trabalho que não fosse junto do marido.
            O número de mulheres que trabalhavam era cada vez maior. Inicialmente operavam nas chamadas indústrias caseiras, para consumo doméstico e para venda para fora como o fabrico de laços, esteiras, tecelagem em tear manual, fabrico de meias com agulhas. Estas indústrias tinham a vantagem de possibilitar à mulher casada trabalhar, ganhando algum dinheiro, apesar de ser mal paga e ao mesmo tempo cuidar da casa e dos filhos.
            Contudo nem todas as mulheres trabalhavam em casa. Aí a coisa complicava-se. O papel principal da mulher era ser dona de casa. Quem trazia regularmente dinheiro para casa era o homem, as mulheres limitavam-se a contribuir com os seus parcos ganhos, que eram considerados complementares ao salário do marido.
            A estratégia era simples, evitar a concorrência feminina. Os homens ganhavam mais por serem homens e por terem o “dever” de sustentar a casa. As mulheres tinham que ganhar menos para não competirem com eles e assim continuarem dependentes financeiramente e terem ocupações mal remuneradas.
            As mulheres da época estavam reduzidas a duas alternativas, a prostituição de luxo, à qual poucas tinham acesso e poucas estavam interessadas ou então um bom casamento, o que também não era propriamente fácil pois implicava sacrifícios. Muitas mulheres trabalhavam em solteiras e após casarem, deixavam o trabalho para ficarem em casa pois assim provavam à sociedade que não precisavam de trabalhar para ajudar a sustentar a família, que o seu marido tinha dinheiro suficiente para a família. Eram obrigadas a voltar à dependência masculina.
  Era considerado normal as mulheres trabalharem quando solteiras, viúvas ou abandonadas pelos maridos, mas quando casadas, deixava de o ser.
            As mulheres estavam excluídas da economia. Qualquer trabalho que desempenhassem, não era considerado trabalho mas sim ocupação pois quem trabalhava eram os homens. A economia era masculinizada. Não tinham direito ao voto, a política era assunto de homens. Não entravam em partidos, não tinham opinião, só exerciam alguma influência através dos seus homens. Eram consideradas inferiores. Seres humanos de segunda classe, sem direitos cívicos, nem o nome de cidadãs lhes era atribuído.
            Mas a sua posição foi-se modificando ao longo dos anos por razões económicas. O aumento de ocupações tipicamente femininas (lojas e escritórios) ou o crescimento da educação elementar, tirando cursos como o de dactilografia, por exemplo, beneficiou as filhas de operários, camponeses, mas principalmente as filhas das classes médias-baixas.
            Nas últimas décadas do século XIX, começaram a notar-se mudanças na posição social e expectativas das mulheres. A sua emancipação já vai sendo visível na classe média. Mulheres como Rosa Luxemburgo, Madame Curie, Beatrice Webb, ocuparam lugares anteriormente de homens e foram as pioneiras.



            Começaram a surgir, em certos locais, mulheres sufragistas (as suffragettes), pertencentes à União Social e Política das Mulheres, em luta pelo direito ao voto. Mas não tinham grande significado. Só depois da Primeira Guerra Mundial começaram a ter algum sucesso. Contudo a sua campanha contra o tráfico de escravatura branca, que conduziu à Lei Mann em 1910 nos Estados Unidos, foi relevante mas sem sucesso e a campanha anti-alcoolismo foi um tal sucesso que conduziu à décima oitava emenda da Constituição dos Estados Unidos que proibia o Álcool. A luta pelo direito ao voto e a luta pela emancipação feminina eram fortemente apoiadas pelo recentes Partidos trabalhistas e socialistas, que se ofereciam para ajudar as mulheres a fazerem parte da vida pública, mas apesar de atraídos pela causa, também se queriam imiscuir nas limitações que as mulheres tinham nos empregos pois achavam esse problema mais importante que a libertação política.
            As suas limitações não eram só sociais e políticas mas também culturais. Apesar de serem consideradas inferiores, eram elas a educar os filhos, que ensinavam a língua, transmitiam valores e cultura, elas formavam os futuros homens… De uma certa maneira, os homens respeitavam-nas. Em teoria e em público, o homem dominava, mas as mulheres aprenderam a contornar as regras.
            Também a Igreja Católica defendia a mulher e os seus direitos. Mas defendia que a defesa do sexo feminino residia na religião, nos conventos, tornando-se freiras e a percentagem das que optavam por esta via eram muito superior às mulheres que defendiam a libertação feminina.
            Quando as mulheres começaram a ser recrutadas em quantidades visíveis nos partidos trabalhistas e socialistas, grande parte eram esposas, filhas ou mães (como na novela de Gorki) de militantes socialistas. "Nascia naquela pequena sala um sentimento de parentesco espiritual que unia os trabalhadores de todo o mundo. Este sentimento, que a todos fazia vibrar num mesmo coração, era partilhado pela mãe, e embora não compreendesse muito claramente bebia a alegria e a juventude deles e deixava-se embriagar com a sua força e a sua esperança" (A Mãe, de Máximo Gorki, p. 39).
            As campanhas públicas de esquerda começaram a surgir. As reformadoras, as filantropistas. A política socialista e revolucionária fez surgir nomes como Rosa de Luxemburgo, Vera Zasulich, Alexandra Kuliscioff, Angelica Balabanoff, Emma Goldman, da Rússia Czarista e outras tantas de outros países.
            Havia alguma facilidade em as mulheres se distinguirem na vida pública. Está simbolizada no Nobel da Paz atribuído a Bertha Von Suttner, em 1905. Era difícil enfrentar o muro resistente dos homens, contudo, algumas contornavam-no. Marie Curie ganhou dois Prémios Nobel de Ciências em 1903 e 1911, por exemplo.

            A emancipação estava a ser aceite muito lentamente. Mesmo entre a classe média, as famílias aceitavam que as filhas trabalhassem pois não podiam sustentá-las caso não casassem. Mesmo alguns homens viam a emancipação feminina com bons olhos.
            As mulheres cada vez tinham mais aspirações, principalmente na classe média. O principal sintoma era a aposta na educação. Havia cada vez mais raparigas no ensino secundário. Também na universidade elas estavam presentes. Em 1908 a primeira mulher foi nomeada professora universitária na Academia Comercial em Mannheim, na Alemanha.

            Deram-lhes mais direitos individuais, perante a sociedade, nas suas relações com os homens. Começaram a poder dançar em locais públicos como clubes nocturnos, em hotéis, durante a hora do chá, entre outros.
            Surgiu também uma certa liberdade na indumentária. Acabam com os espartilhos feitos com barbas de baleia, que são substituídos por corpetes e soutiens. Depois surgiram os cosméticos, que anteriormente só eram usados pelas prostitutas, começaram a mostrar as pernas, coisa absolutamente proibida anteriormente.
            Iniciaram práticas de desporto como montanhismo, ciclismo, dedicaram-se ao ténis, entrando em torneios em Wimbledon na versão singles.
As mulheres que exerciam actividades femininas, normalmente casadas, estavam ligadas ao teatro e à literatura.
            Em 1909, Selma Lagerlöf, da Suécia, ganhou o Prémio Nobel da Literatura.
            Liberdade de movimentos não é liberdade sexual. O sexo sem casamento não era aceite, se bem que houvesse raparigas que o praticassem, o mesmo acontecia com o adultério, era cometido, mas discretamente.
            Esta é, no entanto, uma época em que a mulher se preocupa com o erotismo do seu corpo. Sabe que desperta interesse nos homens.
            A libertação sexual era um assunto delicado. As feministas atraiam todo o tipo de movimentos contra os convencionalismos como os utópicos, boémios, propagandistas, contraculturais e os que defendiam o direito de dormir com qualquer pessoa. Até homossexuais como Edward Carpenter e Oscar Wilde, mulheres livres como Annie Besant. As uniões livres, sem contractos de casamento, além de aceites, eram quase obrigatórias.




            Contudo, a libertação sexual levantava uma questão importante, a família. A mulher era imprescindível como mãe. Principalmente nas classes mais baixas. Nas classes mais altas as questões resolviam-se com a criadagem e enviando os filhos para colégios internos, mas as classes baixas não tinham esses recursos.
            Muitos defendiam que a emancipação feminina e a maternidade não combinavam.
            As americanas resolveram parte desse problema. Apostaram na tecnologia em casa. Fogões a gás, eléctricos, aspiradores (1903), ferros de engomar eléctricos (1909), máquinas de lavar roupa em lavandarias públicas.
Construíram-se escolas infantis, creches e forneceram-se alimentos cozinhados nas escolas, o que libertava a mulher para trabalhar.
            A maioria das mulheres emancipadas da classe média que optava por uma carreira, não casavam nem tinham filhos, ficando celibatárias. As mulheres e a sociedade em geral consideravam o casamento uma carreira que obrigava ao abandono de outra qualquer profissão, devido a ser muito exigente, era um trabalho a tempo inteiro.
Por volta de 1914 começaram a conquistar o direito ao voto na grande maioria do países. Aos poucos elas foram provando que eram capazes.
            Como Bernard Shaw declarou: "A emancipação da mulher é principalmente obra dela"
           
           

Conclusões

Hobsbawm era um homem com ideologia de esquerda, o que faz com que a sua visão não seja propriamente neutra. Vê-se claramente no seu texto que é apologista da emancipação feminina, do direito ao voto e da liberdade sexual da mulher.
Parece ser um homem que escreve abertamente sobre as coisas, imprimindo discretamente o seu ponto de vista no discurso.
Apesar de não fazer parte do trabalho nem da época em estudo, devido ao tema, há considerações finais julgadas de relevância para o autor desta análise:
Infelizmente há problemas que se mantém ao longo dos tempos. Apesar da emancipação feminina ser ponto assente na grande maioria dos países e o direito ao voto também, ainda há casos de discriminação. Fábricas (como em Portugal por exemplo), em que os homens ganham mais, empresas que só empregam homens, instituições que não permitem que as mulheres cheguem a cargos de chefia, mulheres que são despedidas por estarem grávidas...
É claro que há proibições e regras para grande parte destes casos mas não quer dizer que sejam cumpridos por todos. As mentalidades mudaram, sem dúvida, tornaram-se mais abertas na aceitação dos outros, esperemos que continuem este processo pois não parece estar concluído para muitos…
Foi um prazer fazer este trabalho.

                       





Bibliografia
BESSA, Karla Adriana Martins - O papel das mulheres na sociedade ao longo da História. [Consultado em 07-12-2009]. Disponível na Internet:
 
http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology/1653449-papel-da-mulher-na-sociedade/
GORKI, Máximo - A mãe. Amadora: Ediclube, 1994. ISBN 84-408-0038-X.
HOBSBAWM – A Era do Império: 1875-1914. Lisboa: Editorial Presença, 1990.
Wikipedia. [Consultado em 01-12-2009]. Disponível na Internet: http://pt.wikipedia.org/


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os nossos filhos




Tenho um filhote de seis anos.


Ele está aqui ao meu lado a jogar no tablet. Se não estivesse a fazer isso, estaria a jogar playstation ou a ver televisão.
Ponho-me a olhar para ele e tenho pena.
Eu, com a idade dele, jamais estaria em casa fechada (a menos que não me deixassem sair). Eu estaria a brincar com as amigas, com as bonecas, ao berlinde, ao elástico, a saltar à corda, a correr pelo campo, a gritar ao ar livre, jogando à apanhada, às escondidas, fazendo muitas asneiras!
Eu era livre!
Ele não é!
Ele não pode fazer o que eu fazia, moramos na cidade, num bairro pouco recomendável...
Não o deixamos ir para a rua, não pode ir brincar, ou por causa dos carros, ou das pessoas que são perigosas, ou dos miúdos que são muito mais velhos e não os conhecemos.
É impressionante!
Ao nosso lado, paredes meias, vive uma menina que é da turma do meu filho na escola. Ela também não vai para a rua. Encontram-se na escola apenas. Nunca se vêem aqui no bairro.
Como é que é possível haver tanta diferença desde o meu tempo, está bem que vivia no campo e era diferente, e o tempo do meu filho?
Mesmo sem nada do que ele tem, eu divertia-me muito mais do que ele sequer pode sonhar...
Em que sociedade nos tornámos?
Que sociedade é esta em que os pais não deixam os filhos brincar na rua por medo que lhes façam mal?
Faz-me uma confusão tremenda à cabeça!
Agora que ele tem apenas seis anos, vamos conseguindo controla-lo mas quando for mais velho, vai querer sair e nós, pais, vamos andar aflitos e preocupados se está tudo bem com o menino, quem são os miúdos com quem se dá, o que andam a fazer..
Estas questões preocupam-me e deixam-me triste por ele.
O meu filho não é livre e eu não lhe posso dar essa liberdade numa cidade.
Então o que fazer?
Mudo-me para o campo?
Arrisco e deixo-o ir brincar na rua, mesmo sabendo que é perigoso?
Ando sempre atrás dele?
São questões que me preocupam como mãe, pois quero dar liberdade ao meu filho, que seja auto-suficiente e independente e não sei bem como fazê-lo.
Talvez por ser filho único eu não saiba lidar com certas coisas, estamos a crescer juntos, ele como filho e eu como mãe, aprendemos um com o outro os nossos papéis.
A melhor solução seria que o mundo fosse perfeito, o que é impossível.
Portanto, vou optar por continuar a trabalhar para enriquecer, comprar uma boa casa no campo com um valente jardim, onde ele possa brincar sem preocupações e levar para lá os seus amigos?
É uma boa solução e agrada-me bastante.
Objectivo:  Trabalhar para Enriquecer!
Também queres? Queres enriquecer? Posso ajudar.
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