terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os nossos filhos




Tenho um filhote de seis anos.


Ele está aqui ao meu lado a jogar no tablet. Se não estivesse a fazer isso, estaria a jogar playstation ou a ver televisão.
Ponho-me a olhar para ele e tenho pena.
Eu, com a idade dele, jamais estaria em casa fechada (a menos que não me deixassem sair). Eu estaria a brincar com as amigas, com as bonecas, ao berlinde, ao elástico, a saltar à corda, a correr pelo campo, a gritar ao ar livre, jogando à apanhada, às escondidas, fazendo muitas asneiras!
Eu era livre!
Ele não é!
Ele não pode fazer o que eu fazia, moramos na cidade, num bairro pouco recomendável...
Não o deixamos ir para a rua, não pode ir brincar, ou por causa dos carros, ou das pessoas que são perigosas, ou dos miúdos que são muito mais velhos e não os conhecemos.
É impressionante!
Ao nosso lado, paredes meias, vive uma menina que é da turma do meu filho na escola. Ela também não vai para a rua. Encontram-se na escola apenas. Nunca se vêem aqui no bairro.
Como é que é possível haver tanta diferença desde o meu tempo, está bem que vivia no campo e era diferente, e o tempo do meu filho?
Mesmo sem nada do que ele tem, eu divertia-me muito mais do que ele sequer pode sonhar...
Em que sociedade nos tornámos?
Que sociedade é esta em que os pais não deixam os filhos brincar na rua por medo que lhes façam mal?
Faz-me uma confusão tremenda à cabeça!
Agora que ele tem apenas seis anos, vamos conseguindo controla-lo mas quando for mais velho, vai querer sair e nós, pais, vamos andar aflitos e preocupados se está tudo bem com o menino, quem são os miúdos com quem se dá, o que andam a fazer..
Estas questões preocupam-me e deixam-me triste por ele.
O meu filho não é livre e eu não lhe posso dar essa liberdade numa cidade.
Então o que fazer?
Mudo-me para o campo?
Arrisco e deixo-o ir brincar na rua, mesmo sabendo que é perigoso?
Ando sempre atrás dele?
São questões que me preocupam como mãe, pois quero dar liberdade ao meu filho, que seja auto-suficiente e independente e não sei bem como fazê-lo.
Talvez por ser filho único eu não saiba lidar com certas coisas, estamos a crescer juntos, ele como filho e eu como mãe, aprendemos um com o outro os nossos papéis.
A melhor solução seria que o mundo fosse perfeito, o que é impossível.
Portanto, vou optar por continuar a trabalhar para enriquecer, comprar uma boa casa no campo com um valente jardim, onde ele possa brincar sem preocupações e levar para lá os seus amigos?
É uma boa solução e agrada-me bastante.
Objectivo:  Trabalhar para Enriquecer!
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