terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A mãe – Máximo Gorki





Este foi, sem dúvida um, senão O livro que mais me marcou.
Foi escrito em 1907, pelo escritor russo, Máximo Gorki que é considerado um dos clássicos de sempre.
A Mãe é uma história que descreve a desgraça e miséria em que vive o povo russo no tempo do Czar Nicolau II. No meio de toda essa miséria, começa a surgir a revolta e o inconformismo do povo.
Um grupo de operários revoltados aderem às ideologias bolcheviques e começa a reacção.
Os protagonistas desta história é Pavel e Pelágia, sua mãe.
Os operários juntavam-se em casa de Pavel e estudavam, discutiam sempre baixinho, quase às escondidas.
A mãe, nada percebia, era uma pessoa muito humilde e ignorante, só tinha aquele filho com quem vivia. Mas vendo-os assim, pressentia que o que faziam era proibido de alguma forma...
Percebendo que Pavel fazia algo de errado, ela quis saber o que era, e o filho explicou-lhe. Vendo o perigo que seu filho corria, resolveu também ela ajudar por várias razões, para de alguma forma o proteger, para estar perto dele e para ajudar a sua causa que definitivamente além de proibida, era perigosa, pois era anti-czarista.
A história foi passando, Pavel, a mãe e os companheiros foram tendo as suas lutas políticas e revolucionárias, alguns estavam uns tempos sem aparecer, e a mãe, acolhia-os sempre com um prato de sopa ou algo quente para se aquecerem. Ela cuidava de todos eles. Todos eles e elas sentiam nela uma mãe.
A mãe fazia tudo o que podia, distribuía panfletos, lia livros e revistas proibidos, tudo para ajudar o filho e os camaradas.
Esta mãe era amor incondicional, carinho, dedicação, perseverança, esperança. Ela era a protectora. A Mãe.
Estou a abreviar muitíssimo e aconselho vivamente a leitura deste romance.
A meu ver, a mãe simboliza as mães de todos nós, alguns poderão até olhar para ela com a própria Pátria.
Simboliza também todas nós, mães, que queremos proteger acima de tudo os nossos filhos, dar-lhes o que precisam fazendo tudo por eles, às vezes até o impossível e o impensável...
Li-o em três ocasiões diferentes, na adolescência, gostei muito. Li depois de ser mãe, fartei-me de chorar e depois na Universidade tive a oportunidade de poder fazer um trabalho sobre esse livro, foi um prazer.
Recomendo.

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